O texto abaixo é da advogada Andrea Palmeira divulgado em sua rede social nesta segunda-feira, 05.
Neste domingo (04) aconteceu o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar em todo Brasil. Eleições essas organizadas em cada Cidade, pelo Conselho Municipal (CMDCA) e pelo Ministério Público.
Por incrível que pareça, os eleitores de Maracaçumé foram às urnas escolher os cinco representantes da Cidade. Um dia bastante quente, uma eleição tranquila, até os absurdos começarem a acontecer. Primeiro foi determinado sei lá por quem, que só votariam quem pegasse a ficha, que foi distribuída, após o portão da Escola Maria da Conceição ser fechado.
Depois tomamos conhecimento que a sobrinha do Prefeito atuaria no processo e contagem de votos.
Essa foi demais, pois se revoltaram candidatos, fiscais, familiares, vereadores, que estavam o dia todo, debaixo de um sol escaldante, pedido votos para seus candidatos e no final a sobrinha do prefeito, que não fazia parte do Conselho, simplesmente estava com o poder de derrubar todo trabalho e empenho de todos, pelo simples fato de serem candidatos apoiados pela posição.
Alguns fiscais, por achar injusto e desleal, chamaram a vereadora Ivete e a mim, para intercederem junto ao Ministério Público. De imediato telefonamos para o Dr. Saulo, promotor de Justiça, responsável em fiscalizar aquela eleição, e comunicamos os absurdos que pairavam naquele pleito.
Após o promotor por telefone, falar com o Secretário de Assistência Social, Welbert Mascote, este que reconheceu o erro, deixou todos votarem, esquecendo as fichinhas. A outra questão embora tenha sido também orientada pelo Promotor, não foi acatada, visto que a sobrinha permaneceu na apuração. Assim por ordem do Prefeito a sobrinha chamou a policia para nos expulsar daquela Escola.
De repente cinco policiais fortemente armados adentraram a Escola e vieram em nosso sentido, na oportunidade comuniquei que como advogada, estava ali para acompanhar a apuração a pedindo de alguns candidatos, pois eles estavam esgotados, nervosos e temia o poderio da “Chefe de Gabinete” e também “sobrinha do Prefeito”, pois eram apoiados pela oposição.
Mas, os policias haviam recebido ordens do Prefeito para nos tirarem até presas daquela Escola. Tentei ligar para Dr. Saulo, mas ele esta vindo para Cidade e o celular estava fora de área.
O policial “L.ALVES”, após receber ordens do Prefeito, engrossou conosco. Ameaçou me prender. Acho que o motivo da minha prisão seria pelo fato de exercer minha profissão na apuração daquela eleição. Até indaguei que éramos pessoas de bem e que os bandidos estavam nas ruas soltos, por isso não havia motivo de tantos policiais equipados estarem ao nosso redor.
Ele engrossou mais ainda e me “mandou calar a boca”. Como naquele momento eu poderia enfrentar uma metralhadora? Estava em desvantagem, pois minha arma era meu conhecimento e meus direitos.
Assim, fomos conduzidas por ordem do Prefeito, por aqueles policiais que deveriam pegar bandidos, não pessoas de bem e representantes do povo.
Após nossa condução, esses mesmos policiais ligaram para o Prefeito e informaram que tinham nos tirado da Escola como ordenado.
Bem, minha providência eu vou tomar, vou comunicar as prerrogativas da OAB, haja vista o abuso e falta de respeito daquele Sargento, pois meu estatuto me garante ingressar livremente nos Órgãos e só poderia ser presa com a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil. Vou ainda entrar com uma representação contra ele e indenização por danos morais. Quanto ao prefeito e sua sobrinha “Chefe de Gabinete”, vamos esmagá-los nas urnas, vão passar tanta vergonha. No final, o DITADOR e sua família postos à baixo, como todos os ditadores foram na nossa História, como ADOLF HITLER.
Em suma, elegemos nossos candidatos. Parabéns ao Romário, Jefferson, Neta e Nega.