Dilma

Brasília – O governo Dilma Rousseff foi considerado ruim ou péssimo para 68% da população, em junho, quatro pontos percentuais acima dos 64% registrados em março, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope, divulgada hoje (1º), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, o percentual de pessoas que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 12% para 9% no mesmo período. Para 21%, o governo da presidenta é avaliado como regular.
Segundo a pesquisa, 83% desaprovam e 15% aprovam a maneira de a presidenta governar. Na pesquisa anterior, referente a março, esses percentuais estavam em 78% e 19%, respectivamente. De acordo com a pesquisa, 78% dos brasileiros não confiam na presidenta, enquanto 20% confiam. Em março, esses índices estavam em 74% e 24%, respectivamente.
A pesquisa foi feita entre 18 e 21 de junho, a partir de 2.002 entrevistas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
E revela crescimento do pessimismo. Para 61% dos entrevistados, o governo de Dilma será ruim ou péssimo, daqui para a frente. Na pesquisa anterior, de março, este percentual estava em 55%. Caiu de 14% para 11%, de março para junho, o percentual dos que têm uma expectativa positiva em relação a Dilma Rousseff, ou seja, dos que consideram que o governo dela será ótimo ou bom até o final do mandato em vigor. O percentual dos que têm uma expectativa regular em relação ao governo caiu de 25% para 23%.
De acordo com o levantamento, o percentual de pessoas que consideram que o segundo mandato está pior do que o primeiro subiu de 76%, em março, para 82% em junho. O percentual dos que consideram o atual mandato melhor caiu de 4% para 3%. Segundo a pesquisa, 14% acreditam que o segundo mandato será igual ao primeiro.
Por área de atuação, segundo a pesquisa, a que apresentou resultado mais positivo foi a de combate à pobreza, com 29% de aprovação e 68% de desaprovação. Em segundo lugar destacam-se as ações na área de meio ambiente, aprovadas por 27% dos pesquisados e desaprovadas por 63%. As ações na área de educação foram aprovadas por 24% e desaprovadas por 74%, enquanto o combate ao desemprego foi aprovado por 15% e reprovado por 83% dos brasileiros. Segurança pública e saúde foram áreas aprovadas por 15% e 14%, respectivamente. Os percentuais de desaprovação nessas áreas estão em 83% e 84%, respectivamente.
As áreas de atuação que registraram os piores índices foram taxas de juros (com 6% de aprovação e 90% de desaprovação), impostos (setor aprovado por 7% e desaprovado por 90%) e combate à inflação, área que teve 11% de aprovação e 86% de desaprovação. Todas as áreas registraram piora nas avaliações a partir de dezembro de 2014.
A pesquisa informa que a percepção da população sobre o noticiário é desfavorável para o governo, percentual que alcança 64% dos brasileiros. Em março este índice estava em 72%. Para 8% dos brasileiros, a percepção é que as notícias são favoráveis (um ponto percentual abaixo dos 9% registrados em março), enquanto 17% avaliam que as abordagens sobre o governo na mídia não são nem favoráveis nem desfavoráveis. Antes este percentual estava em 13%.
Os assuntos do noticiário mais lembrados pela população foram Operação Lava Jato, escândalo que envolve a Petrobras (20%); mudanças implementadas na aposentadoria (16%); mudanças no seguro-desemprego (8%); corrupção no governo (6%); e inflação (4%).
Com informações de Pedro Peduzzi, da Agência Brasil