“A greve dos educadores de Godofredo Viana continuará”, quem garante é o dirigente do núcleo do SINPROESEMMA no município, Professor Reinaldo Cruz, após tomar conhecimento de uma liminar que considerou a luta dos trabalhadores ilegal. Desde o dia 8 de maio, os educadores cobram da prefeitura a abertura das negociações para discutir a reposição salarial de 13,01%, o cumprimento da jornada extraclasse e a reestruturação do plano de carreira.
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De acordo com o Reinaldo, o argumento da liminar, concedida na terça-feira (2), não é válido, pois os trabalhadores tentaram negociar com os gestores em duas reuniões realizadas nos dias 12 e 23 de abril. A secretária de Administração, Planejamento e Finanças, e também secretária interina de Educação, Gianni Ayoub Jorge Torres, por exemplo, que não reside em Godofredo Viana, nem chegou a ser localizada pelos professores.
Os gestores do município alegam que faltam recursos para o reajuste do piso salarial dos professores. Em contraposição, o dirigente estima que, nos primeiros quatro meses deste ano, a sobra na folha de pagamento chegou a R$ 600 mil, sendo que o reajuste mensal dos professores da rede municipal de ensino custaria apenas R$ 11 mil.
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Apoio da população – algumas escolas ainda estão funcionando graças aos professores contratados temporariamente, que temem perder o emprego com a adesão à greve. Porém, esses trabalhadores são obrigados a assumir até três salas ao mesmo tempo para compensar a falta dos profissionais que aderiram ao movimento.
Os pais, preocupados com o rendimento escolar das crianças, se recusam em mandar seus filhos para a escola. Em apoio ao movimento grevista, eles realizaram duas caminhadas nas avenidas da cidade, denunciando o descaso com a educação à sociedade.
Na tarde da quarta-feira (3), os professores foram aos bairros da cidade para recolherem assinaturas que vão compor um abaixo-assinado. No documento, os educadores exigem reforma nas escolas, transporte escolar, merenda e creches no município.