O ano que passou (2011) foi um ano muito bom, embora não tenha ainda achado uma maneira de arrancar o espinho da minha carne que me dói constantemente, desse modo tenho tolerado todas as dores e desalentos causados pelo mesmo. O meu consolo ao olhar-me assim, é que existem pessoas em situação muito pior, e cada uma delas segundo as suas limitações conseguem sobreviver aos percalços da existência. Por que eu não conseguiria vencer da mesma forma?

E assim estou perpetrando: vivendo e tecendo a minha historia com as ferramentas que Deus me deu, e quero dizer que não foram muitas. Faltaram bastante ao meu leque de qualidades, comparado a muitos por aí. Mas tudo bem, nesta vida tem um por que pra tudo no final, no remate de tudo compreenderei o motivo de tão pouco – vamos dizer – magicatura.

Voltado ao assunto que foi o ano de 2011, continuo conservador, aprecio os bons costumes e zelo pela sobrevivência disso, pois o mundo não precisa de mais patifaria do que existe, portanto, enquanto viver farei dos princípios éticos clássicos, a minha bandeira a defender até que a morte se apresente a mim e me leve dessa terra para um outro lugar: a saber... O céu magnânimo de gloria!

Na igreja, continuo com a função de secretário de missão, secretário da reunião da oficialidade e organizador de eventos especiais, e este ano foi incorporado mais uma função, o de coordenador de adolescentes e do vocal vida nova, ou seja, mais trabalho pra fazer e com uma pitada a mais, um grande desafio de fazer o grupo de adolescente acender e mostrar um grande trabalho para a igreja e principalmente para Deus. Se esse árduo trabalho será fácil? Eu respondo que sim! Pois além de querer fazer, eu possuo uma grande habilidade que falta a muitos líderes por aí que se chama: coragem! Isso mesmo, coragem de abarbar as situações mesmo elas dizendo que não iram dar certo. Não me estou vã gloriando: apenas estou afirmando uma sutil verdade que ouço há anos.

Neste ano também, tive o imenso prazer de fazer um culto todo especial aos irmãos que se destacaram na igreja nos últimos tempos, exercendo as mais diversas funções na Eclésia, esses receberam um diploma honra ao mérito pelo esforço e dedicação a causa do mestre: parabéns a todos que venceram, e quem não recebeu quem sabe na próxima vez.

Também foi realizado o casamento do pastor Francisco, um evento dadivoso e que trouxe bastante dor de cabeça tanto para mim como para a irmã Cristina, dores essas que fazemos questão de esquecer. Mas foi honroso poder colaborar com nosso pastor e sua esposa em um sonho que foi pra lá de lindo, pois sem sombra de dúvida ficou impecável o enlaçar. Parabéns pra quem organizou!

No campo do louvo, esse ano abandonei definitivamente o vocal El Shaday, após dez anos como componente não tive mais folego, ou vontade, mas quero ressaltar que amo esse grupo e torço que ele permaneça firme louvando a Deus continuamente e, gritando bem alto: o meu louvor será para ti continuamente!

Esse ano também foi espetacular, onde pude experimentar inúmeras aventuras na estrada de Maracaçumé a Chega Tudo e de Chega Tudo a Cinquentinha – tudo isso por conta de ter passado no concurso de Centro Novo para professor e, a secretaria de educação ter me lotado nas quadras do município. Após passar todo esse ano, onde atravessei estradas cheias de lamas e muita costela de vaca, pude dizer bem alto no ultimo dia 15 de Dezembro de 2011: venci a batalha! E não perpetrei o que eles mais ansiavam, ou seja, a minha desistência. Hoje, pensando no que vive não me arrependo de nada, pois foi uma experiência linda, onde pude conviver com pessoas legais em certos pontos e principalmente colaborar com meu conhecimento com crianças que ficaram para sempre em minha mente.

Seria hipocrisia da minha parte dizer que, não senti saudade de tudo que vivi, pois o homem é o produto do meio, e querendo ou não, eu fiquei oito meses por lá, e as vezes tenho muita vontade de voltar, mas em alguns momentos da vida temos que sacrificar as vontades para abrolhar outras melhores, e que traga fruto da felicidade constante não apenas momentânea. Valeu pela experiência e enquanto durou.

Enfim... O ano se findou e, para minha alegria bem no finalzinho dele a minha amada Elcione resolveu me agraciar com a sua doce presença e mais, totalmente modificada em pensamento e atitudes. Quando digo isto, podeis acreditar, ela conseguiu me surpreender e me deixou loucamente extasiado, tudo que queria veio como presente de natal, pascoa, aniversario e todas as datas que no calendário há. Isso que dizer que estou feliz... Muito feliz! Em certos momentos, pois em outros me sinto igual um pé de coco plantado no deserto do Saara: solitário.

Até mais e desculpe pelo imenso texto.

RENATO