Não tem como não passar pela avenida central de Maracaçumé e não ter um enorme sentimento de consternação pela caótica situação que se encontra no momento.

A avenida que devia ser cuidada e zelada pela administração pública e deixada ao leu sem ninguém pra cuidar, o resultado de tudo isso se vê sem precisar usar óculos de grau: casas, casebres e favelas são construídos aonde devia haver praças e jardins.

Moradores que antes moravam na avenida, hoje residem atrás das favelas e tem de suportar o cheiro de mijo e outras coisinhas mais logo cedo da manhã. Sem falar na indiscrição de alguns moradores dessas favelas que agem na maior candura como se tivessem em domicílio íntimo... fazem suas necessidade fisiológicas sem um pingo de vergonha e discrepância na frente...

Enquanto o circo pega fogo, a administração do município fecha os olhos e não ta nem aí pra quem se queimar. O mais engraçado nisso tudo é que eu não estou exagerando nenhuma vírgula... No piscar e fechar de olhos surge um barroco na avenida - não se espante se em qualquer dia desses surgir um palácio requintado com azulejos das Arábias e com Patatá e Patati morando lá dentro, só falta mesmo isso pra completar a palhaçada total que se transformou a nossa cidade.

Não estou exagerando!... Querem constatar o que estou a proferir, saia quaisquer dias desses e conte quantas casas e barracos têm no meio da avenida e veja se isso é certo ou falta de bom censo das autoridades que dizem que administram essa urbe. Sem modéstia a parte e sem um usar um pingo de demagogia: Maracaçumé está mais pra faroeste, ou seja: uma terra sem lei, onde tudo pode, pois não tem ninguém pra dizer o contrário. E se continuar assim vamos passar de faroeste para um Iraque ou Afeganistão do mundo, pois da cartola do palhaço se espera qualquer coisa, menos coelho.