Sou uma pessoa observadora. E isso faço com primazia nos lugares que freqüento, e vez e outra vejo procedimento que me fazem conjeturar muito. Não preciso ser um especialista em comportamento pra deduzir que certos indivíduos se contradizem sozinhos, ou seja, cobram por algo que nem eles reproduzem na vida - praticam aquele velho ditado sem muito esforço: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!”.

Por que escrevo isto? Por quê vejo pessoas, principalmente na igreja que quando pegam o microfone se transformam em super animadores de platéia. Invocam a quem lhe ouve para dar mil glórias Deus, levantar as mãos e o que vier na imaginação - não que seja errado isso - mas quando essa mesma pessoa não está com o microfone, ela entra calada e sai muda da Eclésia. De duas uma, ou o microfone tem poder de mutação ou o irmão é movido a ele?

Isso se observar muito e meus olhos estão cansados de contemplar tais baixarias que ao meu vê não passam de encenação no palco da fé. Isso deveria ser crime inafiançável, pois usar o nome de Deus para se promover é o fim da picada - ou a igreja já virou palco de palhaços se apresentarem e darem seus showzinhos sem graça?...

Portanto, o que eu quero dizer é que as aparências enganam, não podemos acreditar em tudo que se diz nos púlpitos das igrejas, pois no meio desses cantores e pregadores (há muitas profetadas), que fazem mal aos ouvidos de quem ouvir. Eu que sou vacinado contra tais atitudes, quando de longe percebo isso vou logo cortando baixo. Quero distancia de pessoas que usam de má-fé o reino de Deus para aparecer e se promover como se isso tudo fizesse parte da casa da mãe Joana.